ESCOLA MANACÁ proporciona as famílias Pedagogia Waldorf por acreditar na tarefa, mais elevada, de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas.

 

 

A Gestação

Nada se transforma fora, se não houver  uma grande transformação interior.

 

“Para que eu chegasse à pedagogia Waldorf foi preciso percorrer um caminho de muita transformação individual.

Um esforço necessário para impulsionar uma vocação natural: a de oferecer proteção e zelar pelo bem-estar das crianças.

 

Na infância, fui a neta mais velha de 28 crianças que ajudei a cuidar. Tive uma infância muito séria e de muita responsabilidade. Meu primeiro contato com pedagogia foi trabalhando na escola de minha mãe, cujo mobiliário se assemelhava com o das escolas Waldorf, mas cuja pedagogia muito se diferenciava. Não tive interesse em assumir a escola e percorri um caminho distinto. Foi só muitos anos depois, num momento de apreensão com minha saúde, que conheci a Antroposofia, mais precisamente a medicina Antroposófica, e logo descobri que crianças que são educadas numa escola Waldorf estão protegidas de inúmeras doenças na fase adulta. Esta questão despertou em mim um grande interesse pelo assunto. Conheci a Escola Rudolf Steiner, onde logo depois minha segunda filha, Vera, foi estudar, enquanto a primeira foi para o Colégio Santo Américo.Vera criou um gosto pela escola e pelos estudos que fez com que eu me interessasse pela pedagogia Waldorf e decidi cursar o Seminário para Formação de Professores Waldorf. Quando concluí, aos 40 anos, estava grávida de minha terceira filha, Renata. Três anos mais tarde, eu e ela fomos para o Jardim Margarida: ela como aluna e eu como professora Waldorf.

 

Inicialmente, pensei em trabalhar em favelas, porém percebi que existem crianças carentes em todas as classes sociais. O destino acabou abrindo caminhos, até que um dia, juntamente com a Celinha (Célia Brum), resolvi começar um Jardim, o Jardim Manacá. Foi assim que tudo começou.”

 

Vovó Dulce

 

“Tudo que é muito fácil não tem o poder da transformação duradoura.”

 

Primeiro Setenio (1990/1997)

O primeiro setênio do Jardim Manacá teve início na cidade de São Paulo, em 1990, em uma casa pequena e aconchegante, na Rua Diogo de Quadros.  Neste primeiro ano de vida, foram acolhidas, ao todo, 44 crianças.

 

“O primeiro setênio do Jardim Manacá foi marcado pelo amadurecimento físico e a vontade de proteger as crianças, um momento de muito apoio espiritual, que definiu o rumo do desenvolvimento. As dificuldades permitiram o surgimento de uma comunidade orientada pela Antroposofia e motivada por levar o bem-estar para nossas crianças.”

 

Segundo Setenio (1997/2004)

A escola deixa de ser Jardim Manacá e passa a se chamar ESCOLA LIVRE MANACÁ.

“No segundo setênio, a escola ganha o ritmo para manter suas crianças mais tempo dentro da Pedagogia Waldorf.Suas ideias começam a ser identificadas pela comunidade com apreço e esperança de continuidade.”

 

Terceiro Setenio (2004/2009)

Nasce a partir daí a Associação Ânima, que assumiu a responsabilidade de mantenedora da Escola Manacá.

“A escola Manacá está na metade do seu terceiro setênio e aprendeu com as crianças que a liberdade do pensar, quando se volta para o outro, traz muita alegria e transformações que parecem impossíveis de se tornar realidade, mas acontece.”